por vezes nem se apercebe de atitudes que toma. acha natural sentir alguma dificuldade em distanciar-se de si próprio até um ponto em que consiga medir no preciso momento de acção o que está a ser pertinente ou exagerado. por vezes sente como seria excelente poder parar o tempo como quem pára a reprodução de um filme só porque tem de ir buscar algo para comer ou beber. poder parar o que está a acontecer, respirar um pouco mais pausadamente, renovar as ideias, não ofender ninguém, não pedir de mais, não exigir de mais.
apercebe-se depois que voltou a ser exagerado, que pediu o que não lhe podiam dar. percebe que foi mesquinho e que nada ganhou com isso, a não ser um ponto extra no seu campeonato das batalhas do orgulho e da teimosia. à distância, quando o momento já lá vai e não volta, percebe o erro, percebe mais um erro.
por vezes sente que é exigente em excesso com quem nem sequer algo quer dar. por vezes, mormente quando está com uma pessoa que não a que lhe ocupa o pensamento, tem uma facilidade incrível em encontrar um qualquer defeito que a afaste, que o faça afastar-se. não consegue encontrar a combinação, que agora lhe parece, perfeita noutro lado. e talvez por isso saiba reconhecer que pediu o que do outro lado não podiam dar, que pediu o que, muito provavelmente, nem queria receber. pediu por pedir... porque é exagerado, porque é exigente, porque é estranho.
ps - sim, antes que façam perguntas, este é auto-biográfico :p
e está fantástico.
ResponderEliminara exigência nem sempre é má, no entanto a fasquia pode estar tão alta que pouca coisa satisfaz.
Dava um horóscopo jeitoso..
A*
é engraçada a forma como nós, estranhos, tratamos assim os outros. mas estarei incorrecta ao proferir que quando se encontra o pretendido é difícil perdê-lo de vista?
ResponderEliminarele é a minha escolha, espero ser a dele. (who knows?)