19.3.10

Shiiiiu...não fales!

gostei da pele morena. gostei do cabelo escuro, liso, a cair sobre os ombros. gostei do toque, do brilho nos lábios, subtil, mas a fazer notar-se. gostei da leveza dos dedos, delicados, ternos.

é bom quando não se fala muito. falar, quase sempre atrapalha. já cansa ouvir dizer 'temos de falar'. é certo e sabido que não vai sair coisa boa, ninguém vai ficar a sorrir. por isso é bem melhor quando quase não tem de se falar. quando podemos simplesmente olhar e entender, sem precisar de explicações, sem precisar de palavras a interromper o que não deve ser interrompido, até porque sempre me ensinaram que não se deve deixar algo a meio.

palavras para quê? para estragar...

1 comentário:

  1. Talvez.. Talvez sim? Talvez não? Talvez também eu própria necessite de desabafar..

    Agir segundo o coração? Pensar primeiro e só depois actuar?
    Sim, já perdi muitos momentos por pensar demais e agir pouco.. Normalmente, nessas circunstâncias, acabo ser sempre eu a pessoa a perder. Mas, se não disser tudo o que me está a consumir não consigo ficar feliz. E volto a cair no mesmo erro, estragando tudo aquilo pelo que lutei.
    Porque não podes tu simplesmente olhar-me nos olhos e entender-me? Sentires que és tu realmente quem eu desejo? Se falo é porque falo... E se não faço é porque não faço. E não, também tu não acabas por facilitar nada! Voltaste a entrar no meu pensamento e ainda por cima fazer com que eu me afaste do assunto principal que verdadeiramente tentava transmitir! Quero estar contigo, e quero sentir o teu perfume outra vez. Desejo ter-te a meu lado, passar-te a mão pelos cabelos e beijar-te o pescoço. Porém, partiste. E deixas-me sem qualquer resposta! Só para variar um bocadinho, mas mesmo só um bocadinho..

    Voltando ao meu objectivo... Revejo diversos antigos momentos e reflicto, tentando servir-me deles para conseguir actuar no futuro. Para quê tentarmos nós encontrar 'modelos' que definam o nosso futuro? Cada momento é desigual, é único, podendo ser triste ou puramente belo. O mais importante é que no fim tenhas sido quem realmente tu és a ter estado lá, a desfrutá-lo como nunca. Muitas oportunidades surgem... Julgas tu! Pára então um pouco e reflecte. Deixa-te ir e deixa-te levar como me deixo eu, voltando a perder-me num outro mar inquestionavelmente duvidoso e ainda deveras emotivo. Ponderei ainda o culminar destes dois verbos diferentes. Porque não viver segundo estas duas circunstâncias da melhor maneira possível? Provavelmente não será possível. Dúvidas, quando irão elas acabar por desaparecer? Obviamente que nunca. Deixo-me ir e andar.. E assim vou vivendo, feliz, e também, triste..

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