quando escrevo, não pretendo descobrir verdades absolutas. por isso, enquanto forem lendo este texto não se admirem se as palavras que irão surgir em seguida não façam muito sentido no vosso pensamento. mas... no meu mundo é isto que acontece.
há uns tempos saí com uma colega minha do antigamente, dos tempos de liceu. nada de especial, sem qualquer propósito sexual ou carnal. apenas o interesse que reside na possibilidade de uma conversa interessante. apenas e só isso.
ia longe o último dia em que a tinha visto.
fui surpreendido no reencontro. não esperava aquela transformação. o que antes era pouco apetecível desenvolveu-se para se tornar em algo interessante. e é aqui que surge aquilo a que eu e uns amigos denominámos, em jeito de brincadeira, de 'estigmatismo do passado'.
e o que é isto de 'estigmatismo do passado'? e como surge?
basicamente, surge porque apesar de saber e de facilmente ver que a rapariga está agora bem mais apetecível, a visão que tinha dela no passado continua a predominar. apesar do seu desenvolvimento corporal, continuo a ver nela uma rapariga pouco interessante. o que é uma estupidez porque reconheço na sua condição actual qualidade mais do que suficiente. é estúpido, eu sei.
então, o 'estigmatismo do passado' é um qualquer tijolo cerebral que encaminha a minha visão dos demais para o que conheci no passado, criando sérios entraves a que veja de forma nítida o que existe no presente. complicado? pois...! como diria o outro 'eu shou ashim'.
tenho em mim a plena certeza de que se conhecesse a pessoa apenas e só neste momento não teria qualquer problema em considerá-la fisicamente interessante. mas, por triste que vos possa parecer, continua a prevalecer o estigma do passado.
ps - isto do 'estigmatismo' aconteceu-me com mais do que uma pessoa. estúpido, eu sei.
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