se alguma vez leres isto ficas a saber que tenho saudades daqueles noites quentes que antecediam o Verão, quando dormia de janela aberta, mas portada fechada, para tentar que o meu quarto não se transformasse em estufa. aquelas noites em que tentava descansar e ter umas boas horas de sono, principalmente pelo exame marcado para o dia seguinte.
ficas a saber que tenho saudades daquelas noites em que decidias que querias alguém para conversar, alguém que não fosse do teu habitual círculo. tenho saudades de quando o telefone soava a meio da noite, com aquele som irritante da vibração sobre a madeira, por uma frincha reduzida olhava para o visor, via o teu nome atendia e não mais adormecia.
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