dói. levar uma chapada dói.
não sendo eu masoquista, considero que dói em quantidades consideráveis. dói ser atingido de surpresa, sem tempo ou capacidade de reacção para preparar uma defesa adequada e não ser atingido. dói ficar marcado. dói não reagir, não saber o que fazer a seguir. não chorar, não gritar, não sorrir.
apenas ficar ali, impávido, sem falar, sem fugir. apenas e só a olhar para o espaço vazio, e a tremer por dentro. dói!
e dói ainda mais quando a chapada não se sente na cara, quando o vermelho não fica gravado nas maçãs do rosto. quando a chapada chega lá dentro dói a sério.
vou preparar-me para ver se não volto a receber outra. está bem que é Carnaval, mas ainda há quem leve a mal.
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